Encerrado temporariamente.
Sexta-feira, Junho 05, 2009
Terça-feira, Junho 02, 2009
Havia um compromisso: diríamos sempre a verdade.
A verdade que rasga. atropela. incendeia. Não fazia mal. Era um compromisso.
Depois de tudo, ficam as mentiras. as mentiras que foram/são arte cuspida da tua boca, dos teus gestos.
Não há nada de bom a ser recordado. Conseguiste manchar tudo.
E faz-me um favor, não voltes a falar comigo com aquele discurso politicamente correcto de gaja que acha que tem toda a razão e que o caminho que está a seguir é o acertado.
Ah espera, não voltarás a falar comigo. Estás bloqueada.
E seria preciso muita coragem para pegares no telemóvel e dares uma ligadinha com a velha conversa do "sabes que não gosto de ficar chateada contigo".
Shame on you.
A verdade que rasga. atropela. incendeia. Não fazia mal. Era um compromisso.
Depois de tudo, ficam as mentiras. as mentiras que foram/são arte cuspida da tua boca, dos teus gestos.
Não há nada de bom a ser recordado. Conseguiste manchar tudo.
E faz-me um favor, não voltes a falar comigo com aquele discurso politicamente correcto de gaja que acha que tem toda a razão e que o caminho que está a seguir é o acertado.
Ah espera, não voltarás a falar comigo. Estás bloqueada.
E seria preciso muita coragem para pegares no telemóvel e dares uma ligadinha com a velha conversa do "sabes que não gosto de ficar chateada contigo".
Shame on you.
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Narcisa
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11:31
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Domingo, Maio 31, 2009
Obrigada a si.
Pelo colo. sorriso. mimo. apoio. companhia.
Obrigada por me fazer sentir especial.
Pelo colo. sorriso. mimo. apoio. companhia.
Obrigada por me fazer sentir especial.
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Narcisa
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23:02
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Quinta-feira, Maio 28, 2009
Cheguei a um ponto em que não quero saber se te magoo. Pelo contrário, apetece-me magoar-te mais e mais. Esfolar-te viva. Para que sintas um pouco do que eu sinto.
Sim, acho que te odeio. De repente odeio tudo em ti. A tua passividade. A tua falta de tomates. O teu deixar andar até que alguma merda se resolva na tua vida. O teu amor de serenata sem qualquer relevância factual. O teu silêncio derramado pelos meus dias. A forma como dizes "miúda fantástica". Foda-se. Mas o que mais me irrita, são as merdices que saíram da tua boca sobre o quão especial eu era, eu sou, bla bla bla para depois não fazeres um caralho para lutares por mim. Para não perderes a miúda fantástica. Fuck you.
Houve uma altura desta nossa história mal parida que tive pena de ti. Sim, imensa pena. E dava-te toda a razão. Mas agora. Tenho despeito por ti. A raiva adultera-me o pensamento. E só queria esquecer tudo o que te dei. O melhor de mim. O melhor de mim ficou contigo. E para quê? Para jogares tudo no lixo.
Foda-se.
Não mereces nem uma grama do que te dei.
Sim, acho que te odeio. De repente odeio tudo em ti. A tua passividade. A tua falta de tomates. O teu deixar andar até que alguma merda se resolva na tua vida. O teu amor de serenata sem qualquer relevância factual. O teu silêncio derramado pelos meus dias. A forma como dizes "miúda fantástica". Foda-se. Mas o que mais me irrita, são as merdices que saíram da tua boca sobre o quão especial eu era, eu sou, bla bla bla para depois não fazeres um caralho para lutares por mim. Para não perderes a miúda fantástica. Fuck you.
Houve uma altura desta nossa história mal parida que tive pena de ti. Sim, imensa pena. E dava-te toda a razão. Mas agora. Tenho despeito por ti. A raiva adultera-me o pensamento. E só queria esquecer tudo o que te dei. O melhor de mim. O melhor de mim ficou contigo. E para quê? Para jogares tudo no lixo.
Foda-se.
Não mereces nem uma grama do que te dei.
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Narcisa
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11:55
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Terça-feira, Maio 26, 2009
Hoje não me importava que viesses. Que me tomasses de assalto com um beijo e num acto curto e incisivo me rasgasses a roupa.
Hoje não me importava que fosse no chão, encostada à parede, sentada no balcão da cozinha, no frio da banheira, na cama, na cadeira, à janela. Não. Hoje não me importava que fosses tu a tomar as rédeas e me fizesses serva do teu desejo.
Hoje é um daqueles dias. Em que me sinto sem forças para te dizer o que quero. Sem forças para te encadear de tesão e alimentar-te a fome crua de mim. Um dia em que não me importa se vens nua ou vestida. Se queres lento ou rápido. Não importa o caminho a seguir, importa apenas estar nesse caminho e deixar-me ser seguida.
Sim, hoje é um daqueles dias em que o meu sorriso incorpora a poluição desta cidade e os meus gestos dançam à medida da velocidade do vento. Sinto-me nua sem o estar. Sinto-me despida por umas mãos alheias embora esteja sozinha.
Não haveria forma de te dizer não. Se me aparecesses à porta.
Sim, hoje é um daqueles dias em que ao me possuires não me sentirias tua.
Alimento pronto a ser consumido, é o que sou hoje.
Hoje não me importava que fosse no chão, encostada à parede, sentada no balcão da cozinha, no frio da banheira, na cama, na cadeira, à janela. Não. Hoje não me importava que fosses tu a tomar as rédeas e me fizesses serva do teu desejo.
Hoje é um daqueles dias. Em que me sinto sem forças para te dizer o que quero. Sem forças para te encadear de tesão e alimentar-te a fome crua de mim. Um dia em que não me importa se vens nua ou vestida. Se queres lento ou rápido. Não importa o caminho a seguir, importa apenas estar nesse caminho e deixar-me ser seguida.
Sim, hoje é um daqueles dias em que o meu sorriso incorpora a poluição desta cidade e os meus gestos dançam à medida da velocidade do vento. Sinto-me nua sem o estar. Sinto-me despida por umas mãos alheias embora esteja sozinha.
Não haveria forma de te dizer não. Se me aparecesses à porta.
Sim, hoje é um daqueles dias em que ao me possuires não me sentirias tua.
Alimento pronto a ser consumido, é o que sou hoje.
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Narcisa
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18:09
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Sexta-feira, Maio 22, 2009
Terça-feira, Maio 19, 2009
- Ás vezes sinto que tu desapareces.
- O que queres dizer com isso?
- Sinto que desapareces de ti. E de tudo o que te rodeia.
- Não, não é bem desaparecer. É fechar-me e tornar-me insensível a tudo o que está para além do meu interior.
- O que sentes quando isso acontece? Consegues dizer-me?
- Até consegue ser simples. Tu sabes que o tempo. não pára. Racionalmente é impossível.
- Sim...
- E também sabes que só te tornas insensível ao que respira se tiveres em ti um vazio tão grande que te torna impermeavél a tudo isso.
- hmm...
- É isso que me acontece quando me fecho. Torno-me insensível ao mundo. e apenas consigo sentir o meu vazio. E aí a crosta que me envolve não me deixa sentir para além do meu próprio ser. Sim é isso.
- O que tu trazes por dentro, por vezes, arrepia-me de tão cru e verdadeiro.
- E então?
- Nada. Só me apetece proteger-te nem sei bem de quê.
- Então protege-me.
- Deixas?
- Deixo.
- O que queres dizer com isso?
- Sinto que desapareces de ti. E de tudo o que te rodeia.
- Não, não é bem desaparecer. É fechar-me e tornar-me insensível a tudo o que está para além do meu interior.
- O que sentes quando isso acontece? Consegues dizer-me?
- Até consegue ser simples. Tu sabes que o tempo. não pára. Racionalmente é impossível.
- Sim...
- E também sabes que só te tornas insensível ao que respira se tiveres em ti um vazio tão grande que te torna impermeavél a tudo isso.
- hmm...
- É isso que me acontece quando me fecho. Torno-me insensível ao mundo. e apenas consigo sentir o meu vazio. E aí a crosta que me envolve não me deixa sentir para além do meu próprio ser. Sim é isso.
- O que tu trazes por dentro, por vezes, arrepia-me de tão cru e verdadeiro.
- E então?
- Nada. Só me apetece proteger-te nem sei bem de quê.
- Então protege-me.
- Deixas?
- Deixo.
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Narcisa
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17:12
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